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Over Training / Stress / Red’s

Rastrear horas e qualidade do sono

Pode parecer óbvio para a maioria dos atletas, mas a maneira mais fácil e melhor de gerenciar o estresse é dormir. É muito importante sempre ficar atento à quantidade e qualidade do sono e quando você percebe que ele começa afetar o treinamento, convém mudar um treino intervalado planejado para um outro dia, quando estiver mais descansado e apto a realizar.

 

Variação da taxa de Frequência Cardíaca

A VFC (variação da frequência cardíaca) é um método para entender o efeito que o estresse exerce sobre o corpo, medindo os intervalos de tempo entre os batimentos cardíacos. Quanto mais variabilidade nesses intervalos de tempo, menos estressado você está. Ela ajuda a quantificar a carga total do treinamento porque leva em consideração ostensivamente dieta, estresse etc., em vez de se concentrar apenas no estresse físico. Gravar a sua FC todas as manhãs antes da realização de qualquer treinamento e, em seguida, rastrear as tendências em uma média de 7 dias consecutivos, pode fornecer informações sobre como os estressores estão se manifestando no corpo. Uma vez que as tendências se descobrem, a VFC pode ser uma ferramenta muito poderosa na integração do estresse nas decisões de treinamento.

 

Humor e Motivação

 

Como um atleta se sente, não fisicamente em termos de fadiga, mas seu estado emocional e motivacional podem ser muito reveladores. Quando rastreadas em conjunto, essas “métricas” podem ajudar a descobrir períodos estressantes que os atletas podem estar tentando negar ou fazer passar. Embora nem todos os dias ou semanas estamos 100%, e certamente haverá períodos difíceis, mas se formos longe demais, todos terão seu ponto de ruptura.

O estresse é uma parte natural da condição humana, mas, como atletas, é vital que ele receba o peso e a atenção que merece, para que seja alcançada uma abordagem equilibrada.

 

O termo “Deficiência de Energia Relativa no Esporte” (RED-S) está relacionado com uma inadequação de disponibilidade de energia para atender as demandas metabólicas do corpo e da prática esportiva. Traduzindo: comer pouco e treinar muito sempre acreditando que vai emagrecer ficando mais leve pra ficar mais fácil treinar e ainda ganhar gomos na barriga.

O Comitê Olímpico Internacional começou a falar sobre isto em 2014 e hoje, este conceito estende-se às modalidades  de alta intensidade, longa duração,  incluindo o Crossfit, corrida, ciclismo, triathlon e tantas outras. Também aos praticantes de atividade física, atletas amadores e de alto rendimento que treinam constantemente.

Essa síndrome não distingue gênero feminino ou masculino, e acontece porque muitas vezes o atleta acredita que vai melhorar a seu desempenho se conseguir baixar o seu peso, por meio de uma restrição alimentar aliada a aumento no volume de treino.  Esse padrão acaba gerando um efeito oposto, Provoca um comprometimento da saúde e desempenho a curto e longo-prazo:

 

Atletas que tem baixa disponibilidade energética podem desenvolver:

– Deficiências nutricionais (ex: anemia, osteopenia, osteoporose)

– Alterações hormonais (como a ausência de menstruação)

– Fadiga crônica

– Maior risco de infecções

– Diminuição da capacidade aeróbia e força muscular Redução da coordenação motora do gesto motor

– Alterações do sono

– Risco aumentado de leões e fraturas por estresse

 

Por isto é tão importante adequar sua ingestão calórica com seus treinos. Se o volume e a intensidade de treino aumenta durante um determinado período o aporte energético também deve subir, para se manter um balanço energético adequado.

Fique atento (a) se o seu rendimento começar a cair de forma inexplicável. Você pode estar iniciando uma Síndrome RED-S.



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